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PÓS-ISMOS (Depois de 1950)

Após a Segunda Guerra Mundial, continuam a marcar presença no mundo das artes grandes nomes como: Picasso, Dali, Matisse, Miró, na pintura; Henri Moore e Giacometti, na escultura; e Le Corbusier, na arquitectura. Mas, paralelamente, novas experiências se vão desenvolvendo, ao longo da segunda metade do século XX, abrindo novos caminhos que vêm provar que é sempre possível inovar.

Em França, a pintura não-figurativa assume linguagens personalizadas, destacando-se: a pintora portuguesa (radicada em Paris) Vieira da Silva; e a obra notável de Vasarely, criador da arte cinética que procura representar o movimento.

No entanto, o exílio de muitos artistas europeus no outro lado do Atlântico durante o período de guerra, transformou os Estados Unidos no núcleo gerador das grandes inovações artísticas do pós-guerra.

Gradualmente, surgem jovens pintores americanos independentes, que se distanciam da influência da arte europeia, criando novas correntes artísticas. Dentro desses movimentos, convém destacar a Action Painting , fundada por Pollock, e que valoriza o acto espontâneo de pintar.

Como reacção a esse movimento surgem, no final dos anos cinquenta, correntes artísticas que revalorizam o construtivismo geométrico ou a representação do concreto. A primeira a afirmar-se no caótico mundo das artes, foi a Pop'Art, distinguindo-se as obras de Lichtenstein e de Andy Warhol, cuja pintura é composta por fragmentos de imagens do quotidiano de uma sociedade consumista.

Também o Hiper-realismo vai captar cenas comuns da realidade, concretizadas em telas de grandes dimensões com a aparência de ampliações fotográficas, e nesta corrente distinguiu-se Keinholz.

Em oposição a essa estética do concreto, emerge a Op'Art (Optical Art) - aparentada com a arte cinética de Vasarely - este estilo cria ilusões de óptica com base num geometrismo abstracto.

No campo da escultura continuam a ser percorridos os caminhos do abstraccionismo, por exemplo com Alexander Calder e os seus "mobiles" em que faz oscilar elementos projectados no espaço. Mas também o figurativo é aprofundado por Giacometti, com as suas trágicas figuras universais. Único e genial permanece Moore, que nas suas esculturas realiza a síntese das duas tendências: abstracta e figurativa.

Muitos artistas enveredam por novos caminhos da escultura; entre eles podemos referir: David Smith e as suas enormes esculturas, construídas a partir de gigantescas peças industriais; Anthony Caro que constroi as suas esculturas, soldando e aparafusando uma miscelânia de peças de metal; e ainda, a vaga de jovens escultores que, um pouco por todo mundo, trabalham convictos vários materiais da modernidade (poliuterano, vidro, aço, alumínio, perspex, fibra de vidro, etc.).

A arquitectura vai aprofundar e renovar as tendências anteriormente esboçadas, assimilando os novos materiais (plásticos, fibras, metais inoxidáveis). Por um lado, afima-se o International Style em construções verticais, com fachadas espelhadas, cuja concepção está totalmente subjugada aos princípios do funcionalismo. Por outro lado, há um conjunto de arquitectos que procura criar formas arrojadas e originais, projectando superfícies curvas que se libertam das linhas rectas da arquitectura funcional. Aqui, o destaque vai para a Capela de Ronchamp de Le Corbusier, e para as obras do arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer que projectou alguns dos imponentes e elegantes edifícios de Brasília.

Na passagem dos anos setenta para os anos oitenta, a depuração formal e o funcionalismo excessivo do Estilo Internacional vai ser contestada, surgindo um movimento pós-modernista que tenta reintroduzir a cor, a decoração e a imaginação no processo de projectar edifícios.

No final do século XX, em todos os campos da produção artística, vai acentuar-se a coexistência de inúmeras correntes estéticas, e um mesmo artista permite-se trocar de estilo quase compulsivamente, pois este é um tempo novo em que a liberdade de expressão foi plenamente assimilada pelas sociedades modernas.